4h da manhã, nenhum remédio, o sono tem ido embora sempre por esse horário, já nem sei o que fazer, estou aprendendo a conviver com isso, um buraco em minha noite antecipando minha manhã, como uma urgência de viver, logo comigo, ando precisando tanto do esquecimento, da infantilidade de um bom “deixa pra lá”, pena que não resolve nada.
Às 4h da manhã concluo que sou dúvida da cabeça aos pés, pessoas, caminhos, problemas, pra quê tantos problemas? E dívidas comigo mesma, dívidas que dinheiro algum pode pagar, seria mais fácil juntar a quantia mais alta, nota por nota, do que liquidar a aflição que me torce por dentro.
Caio F. você tem alguma palavra para mim?