The Scientist

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Alguns reencontros são cercados de dor e lembranças, alguns outros de saudades, tenho vivido um momento doloroso de autoconhecimento, não saberia explicar ao certo qual é o sentimento que tem me movido, sei que hoje sou uma mulher extraoficialmente casada, com um filho e um coração cheio de sonhos não realizados. Estou ouvindo Coldplay ” Nobody said it was easy” e realmente não é fácil. O Reencontrei nessas ondas da Internet e senti por sua separação, divórcios são cruéis até para os injustos. Causam uma dor sem precedentes, nada acalanta a alma, simplesmente dói, simplesmente fere e não há nada a ser feito, somente o senhor do tempo pode abrandar. Eu continuo na roda viva das relações, tentando ser feliz junto, ele foi um dos que desistiu. Corajoso. Que seja feliz.

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33

A vida não é filme e você não entendeu

Paralamas do Sucesso – Ska

Algumas tempestades simplesmente não passam. Tenho dormido e acordado pensando na minha situação, às vésperas de completar 33 anos, e sem querer ser muito filosófica, sentindo um fracasso absurdo, Jesus Cristo, aos 33, já tinha uma história absurda, e não é me comparando a Cristo, é o pensamento na maturidade, é pensar que aos 33 eu já deveria estar convicta de boa parte da minha vida, mas não estou.

Ainda me pego idealizando o amor devoto, carinhoso e marido dedicado, mas acordo e tenho a casa de cabeça pra baixo, toalhas imundas e molhadas na sala, falta de interesse e apetite de mim, enfim, senão tiver cerveja, estou só. Sem paixão. Aos 33 esperava ter isso certo, um homem louco por mim, como as taras malucas de Bukowski, Ah Deus, um pouquinho de loucura nessa vida morna, mas não. tudo é calmaria.

Socorro

Por favor, uma emoção pequena, qualquer coisa!
Qualquer coisa que se sinta
Tem tanto sentimento deve ter algum que sirva.

O que fazer quando você está cansada demais para remar sozinha? Meus braços estão cansados dessa luta diária e, o mais terrível pra mim, são as mil pausas diárias para segurar o choro, pra não desabar.

Jurei nunca mais voltar àquele estado de dor e depressão, mas está difícil. Socorro.

Desenterrando os desesperos

Passei algum tempo distante, e ao reler tudo que saiu de mim e aqui depositei, senti uma saudade imensa do meu eu, sim, pois esta aqui sou eu, profunda, sentimental, e de verdade. Impressionante como pude amordaçar meus sentimento e confundir isso com maturidade. Somos o que somos e negar a própria natureza é cruel demais, foi como tomar a pilula azul, ir à Narnia ou Wonderland. Não! Na verdade acho que sou de Wonderland, imagens distorcidas e uma realidade alternativa. Como é doloroso sentir que todo aquele sentimento de autoconhecimento se foi, o que foi que eu fiz de mim? Engraçado que tudo que eu mais gostava em mim, esses parágrafos intermináveis, aquelas auto-análises infinitas, meu Deus, é tudo que meu marido mais odeia em mim, como foi que cheguei aqui? Sinceramente não sei, só sei que estou exausta e confusa, tentando recuperar o folego e o amor próprio, aprendendo mais uma vez a ressurgir das cinzas que eu mesmo criei.

Devias vir para ver os meus olhos tristonhos…

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Estou no meio de uma recaída. Já aceitei o fato, tenho acordado e chorado e aquela preguiça da vida, se pudesse dormiria cinco dias seguidos, sim é uma recaída. Procurei aflita nas gavetas e não encontrei nada, queria que passasse logo, ando tão cansada dessas idas e vindas… enquanto permanece me escraviza, me deixa egoísta e com manias de perseguição, jamais soube explicar o por quê disso, simplesmente sou assim. Depressão, eu te odeio.-

Roubando Tempo…

É como se toda minha vida dependesse desse exato minuto, é esse minuto em que você lê as linhas que escrevo, esse minuto em o caixa do supermercado entrega o troco ao cliente, em que a mãe dá de comer ao filho, em que o amante entra escondido na casa da vizinha, em que o marido finge que não sabe de nada, em que a criança assiste Bob Esponja na TV, em que o rádio toca sua canção favorita, em que os olhos dela brilham mais que os seus, em que o doce na vitrine da padaria lhe apetece, em que o guarda de trânsito sente falta da bicicleta, em que os sonhos lhe parecem reais, em que a menina suspira pelo amigo de classe, em que a mulher estende as roupas no varal, em que os pombos sentem falta das cabeças carecas, em que você percebe que gastou apenas um minuto para ler esse texto, mesmo que ele não tenha sentido algum pra você, mas ainda sim para mim, é como se toda minha vida dependesse desse exato minuto. 

E esse teu minuto foi meu.

O MEDO DE AMAR É O MEDO DE SER LIVRE

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O novo te assusta? 
Atrofia suas pernas e te embarga a voz? Por que? 
O tempo todo nos dizem que a vida é curta, 
então vá! Se jogue! Viva! 
E eu te falo de amor e você me retribui com medos. 
Que insegurança é capaz de infringir todos os códigos de sobrevivência? 
Vou soprar em seus ouvidos enquanto você dorme 
Ensinar o caminho, facilitar pra você 
Queria entender o que te trava e anula assim 
Do que você tem medo? AMAR? 
O que você teme, SER FELIZ?

A Sua

Estamos descobrindo que somos maiores, somos imensos e conhecemos cada viela, cada beco um do outro, tantos anos e ainda respiro, durmo e acordo você, uma vez lhe disse que você é o mais perto do amor que eu já cheguei, não desmerecendo os outros que já passaram pela minha vida, mas com você é sem esforço, porque eu aprendi que você, assim como Grey, tem seus 50 tons, no teu caso são 50 tons de azul, soberano e sombrio, brilhante e festivo, sorrisos, tristezas, tudo cabe em você e eu me faço do que for preciso para te abrigar em meus braços, uma palavra tua e já estou em posição, pronta, a tua espera… é o amor que ninguém mais vê, meu coração se enche de alegria a cada “você é minha”. Estou entregue, vencida e vitoriosa. Sou sua.