Desenterrando os desesperos

Passei algum tempo distante, e ao reler tudo que saiu de mim e aqui depositei, senti uma saudade imensa do meu eu, sim, pois esta aqui sou eu, profunda, sentimental, e de verdade. Impressionante como pude amordaçar meus sentimento e confundir isso com maturidade. Somos o que somos e negar a própria natureza é cruel demais, foi como tomar a pilula azul, ir à Narnia ou Wonderland. Não! Na verdade acho que sou de Wonderland, imagens distorcidas e uma realidade alternativa. Como é doloroso sentir que todo aquele sentimento de autoconhecimento se foi, o que foi que eu fiz de mim? Engraçado que tudo que eu mais gostava em mim, esses parágrafos intermináveis, aquelas auto-análises infinitas, meu Deus, é tudo que meu marido mais odeia em mim, como foi que cheguei aqui? Sinceramente não sei, só sei que estou exausta e confusa, tentando recuperar o folego e o amor próprio, aprendendo mais uma vez a ressurgir das cinzas que eu mesmo criei.

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Devias vir para ver os meus olhos tristonhos…

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Estou no meio de uma recaída. Já aceitei o fato, tenho acordado e chorado e aquela preguiça da vida, se pudesse dormiria cinco dias seguidos, sim é uma recaída. Procurei aflita nas gavetas e não encontrei nada, queria que passasse logo, ando tão cansada dessas idas e vindas… enquanto permanece me escraviza, me deixa egoísta e com manias de perseguição, jamais soube explicar o por quê disso, simplesmente sou assim. Depressão, eu te odeio.-

Roubando Tempo…

É como se toda minha vida dependesse desse exato minuto, é esse minuto em que você lê as linhas que escrevo, esse minuto em o caixa do supermercado entrega o troco ao cliente, em que a mãe dá de comer ao filho, em que o amante entra escondido na casa da vizinha, em que o marido finge que não sabe de nada, em que a criança assiste Bob Esponja na TV, em que o rádio toca sua canção favorita, em que os olhos dela brilham mais que os seus, em que o doce na vitrine da padaria lhe apetece, em que o guarda de trânsito sente falta da bicicleta, em que os sonhos lhe parecem reais, em que a menina suspira pelo amigo de classe, em que a mulher estende as roupas no varal, em que os pombos sentem falta das cabeças carecas, em que você percebe que gastou apenas um minuto para ler esse texto, mesmo que ele não tenha sentido algum pra você, mas ainda sim para mim, é como se toda minha vida dependesse desse exato minuto. 

E esse teu minuto foi meu.

O MEDO DE AMAR É O MEDO DE SER LIVRE

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O novo te assusta? 
Atrofia suas pernas e te embarga a voz? Por que? 
O tempo todo nos dizem que a vida é curta, 
então vá! Se jogue! Viva! 
E eu te falo de amor e você me retribui com medos. 
Que insegurança é capaz de infringir todos os códigos de sobrevivência? 
Vou soprar em seus ouvidos enquanto você dorme 
Ensinar o caminho, facilitar pra você 
Queria entender o que te trava e anula assim 
Do que você tem medo? AMAR? 
O que você teme, SER FELIZ?

A Sua

Estamos descobrindo que somos maiores, somos imensos e conhecemos cada viela, cada beco um do outro, tantos anos e ainda respiro, durmo e acordo você, uma vez lhe disse que você é o mais perto do amor que eu já cheguei, não desmerecendo os outros que já passaram pela minha vida, mas com você é sem esforço, porque eu aprendi que você, assim como Grey, tem seus 50 tons, no teu caso são 50 tons de azul, soberano e sombrio, brilhante e festivo, sorrisos, tristezas, tudo cabe em você e eu me faço do que for preciso para te abrigar em meus braços, uma palavra tua e já estou em posição, pronta, a tua espera… é o amor que ninguém mais vê, meu coração se enche de alegria a cada “você é minha”. Estou entregue, vencida e vitoriosa. Sou sua.

O Lago e a Poça

Eu nunca sei o que vc está pensando. às vezes você está tão fechado… como uma ilha. Você me intimida. (…) É confuso e você não me deixa tocá-lo, e eu quero muito mostrar a você o quanto eu te amo. E. L. James

Eu não sei por quanto tempo conseguirei manter isso. Olho suas imagens na câmera e num balançar digitalizado, conexões caindo, é tudo gelado, mas nós somos quentes, deveríamos ser, são anos tentando, desejando, querendo, estou tão cansada de tanto querer e não alcançar. Você é o mais perto que eu já cheguei do amor, e da frustração, e da solidão do querer pra si, do querer sozinha, alisando a tela do computador que mostra tua foto, inerte, inerte, sorrio. choro. quero. Muito adoro e nunca amo, como se o amor se concluísse somente com a visita, com abraços, e o que é isso que temos então? Meu coração aperta, até a dor é diferente. Anseio muito pela tua atenção, e você se esconde por trás da timidez, e pra mim só significa que você evita a vida, passeando pelas margens, sendo poça,  eu vivo mergulhando, sigo mergulhando só,  sou lago, enquanto você me olha da borda.

Estranha no Ninho

Não tem nada mais estranho do que estar entre pessoas que não fazem questão de você, trabalhar dia após dia ao lado de “companheiros” de trabalho que se quer lhe dirigem a palavra é no mínimo estressante, sendo com um depressivo então, nem se fala, imagine que as horas não passam e você alem de não receber demanda alguma fica ali contando as horas, se sentindo o mais inútil dos seres. Atualmente esta é a minha situação, já conversei com todos que poderiam intervir, mas nada foi feito, ninguém se importa, sem dramas,  simplesmente não se importam. 

Passei meses lutando por uma vaga e quando ela veio foi pra isso. Deprimente.